Um levantamento da Caravela, feito a partir de dados geográficos de endereços de obras em todo o país, colocou Salvador na primeira posição de um ranking pouco comum: a capital baiana lidera entre as capitais brasileiras em número de prédios em construção por mil habitantes. Na sequência do ranking aparecem Porto Velho, Palmas, Vila Velha e Macapá, mostrando que o fenômeno não está concentrado só no eixo Sul e Sudeste, como muita gente supõe.

Uma cidade que já vive a verticalização há anos

Salvador não é novidade nesse tema. A cidade já abriga o prédio mais alto do país, erguido na orla Atlântica, numa região sem limite de altura para empreendimentos, e vem ganhando torres cada vez mais altas em bairros como a Graça e áreas próximas ao Largo da Vitória. O Nordeste, inclusive, já tem cinco de suas nove capitais com prédios acima de 50 andares, Salvador entre elas.

O que esse novo dado traz de diferente é a métrica: não é sobre o prédio mais alto, é sobre o volume de obras simultâneas em relação à população da cidade. E nesse critério específico, Salvador aparece à frente de qualquer outra capital do país.

O que isso significa pro mercado de elevadores baiano

Cada prédio em construção na lista da Caravela representa, cedo ou tarde, um elevador novo entrando em operação, e depois entrando no ciclo de manutenção contínua que todo equipamento desse tipo exige. Um volume de obras tão alto por habitante tende a pressionar a demanda por mão de obra qualificada em instalação e manutenção de elevadores na cidade, um efeito que costuma aparecer com alguns meses ou anos de atraso em relação ao pico de lançamentos.

Também é um alerta pra quem já mora em Salvador: com tanta oferta nova de prédios entrando no mercado, condomínios mais antigos competem por atenção num setor de manutenção que vai ficando mais disputado. Manter contratos de manutenção bem definidos e evitar atrasos em modernização passa a ser ainda mais relevante nesse cenário.

Um ranking que confirma uma tendência

O dado da Caravela não é exatamente uma surpresa para quem acompanha o setor de construção civil baiano, mas coloca um número concreto numa percepção que já existia: Salvador está, de fato, entre as cidades que mais constroem na vertical no Brasil hoje. Para o mercado de elevadores da capital, isso significa trabalho garantido por bastante tempo, tanto na ponta da instalação quanto, principalmente, na manutenção de tudo o que está sendo erguido agora.