Natal está vivendo um dos momentos mais fortes do seu mercado imobiliário em anos. Levantamentos recentes do setor mostram vendas de apartamentos crescendo de forma expressiva na capital potiguar, em alguns recortes chegando a mais do que dobrar na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na região metropolitana, o avanço é ainda mais acentuado.
O que está puxando esse crescimento
Parte do movimento vem do fortalecimento do programa Minha Casa Minha Vida, que ampliou o acesso ao financiamento em faixas de renda que antes tinham menos opção de imóvel novo. Soma-se a isso uma demanda represada, de famílias que adiaram a compra em anos de juro mais alto e agora voltam ao mercado, e uma atualização da legislação urbanística da cidade, que destravou novos projetos em áreas antes mais restritas.
O resultado é mais incorporadora lançando empreendimento vertical, mais obra em andamento e, com isso, mais prédio sendo entregue com elevador novo nos próximos anos.
O que isso significa pra quem cuida de elevador
Cada prédio vertical que sai do papel representa um elevador que vai precisar de instalação, depois de manutenção regular, e eventualmente de modernização, ao longo de décadas de uso. Um ciclo de aquecimento como esse não afeta só construtora e corretor: afeta também o segmento de elevação, que precisa de capacidade técnica pra acompanhar o ritmo de entregas sem perder qualidade no processo.
Pra síndico e proprietário que está recebendo as chaves de um apartamento novo, ou assumindo a gestão de um prédio recém-entregue, vale entender desde já que o elevador também tem um ciclo de vida. Ele não é só um item que “vem pronto” junto com o prédio: precisa de contrato de manutenção, de inspeção periódica, e de atenção à documentação técnica desde o primeiro dia de uso.
Um mercado aquecido também é um mercado mais exigente
Com mais prédio sendo entregue, cresce também a cobrança por qualidade, tanto da construção em si quanto dos sistemas que ficam por trás dela, como elevador e instalação elétrica. Natal entra num ciclo em que verticalização rápida precisa andar junto com atenção técnica, pra que o crescimento do número de prédios não vire, lá na frente, um problema de manutenção represada.